| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Strigiformes |
| Família: | Strigidae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | G. hardyi |
O caburé-da-amazônia é uma ave Strigiforme da família Strigidae. A espécie foi descrita apenas em 1989, baseada na sua vocalização diversa.
Seu nome científico significa: do (grego) glaukidion = diminutivo de glaux = pequena coruja, corujinha; e de hardyi = homenagem ao ornitólogo americano John William Hardy (nasc. 1930) fundador do Florida Museum of Natural History e do Bioacoustic Laboratory and Archive (Glaucidium). ⇒ Pequena coruja de Hardy.
Mede entre 14 e 15 cm (macho) e 12,6 cm (fêmea). Pesa entre 49 e 63 g (macho) e 57 g (fêmea). Coloração castanho-acinzentada com pintinhas brancas na cabeça e nuca contrastando ligeiramente com as penas lisas do dorso e asas castanho-avermelhadas. Duas nódoas negras na nuca, uma de cada lado, realçadas lateralmente por penas brancas, formando “olhos falsos”, ou “face occipital”, para enganar presas e predadores. Asas com pintas brancas e acaneladas. Garganta com penas brancas que ficam mais evidentes quando a ave vocaliza. Lados do peito castanho com pintinhas esbranquiçadas. Flancos e abdome com estrias castanho-ferrugíneas em meio a penas brancas. Curtas sobrancelhas brancas, nem sempre presentes, sobre olhos amarelos. Tarsos emplumados e dedos com cerdas.
Voz: Sequência de 10 a 36 assobios curtos não modulados, ligeiramente descendentes em frequência e volume, com duração de até 3 segundos, repetida a intervalos regulares.
O que é heterocromia?
Heterocromia é uma anomalia genética na qual o indivíduo tem um olho de cada cor ou até mesmo um olho com cores diferentes.
Alimenta-se predominantemente de insetos (gafanhotos, besouros, baratas, etc.) e pequenos vertebrados arborícolas.
Faz seu ninho em árvores mortas ocas, em áreas abertas, próximas à mata secundária, em buracos feitos por pica-paus e até mesmo em cupinzeiros terrícolas. A postura é de 3 ovos, quase redondos.
Ativa e vocal durante a noite e parcialmente durante o dia, particularmente no período de cuidado da prole. Frequentemente ouvida, mas pouco vista, em meio a plantas epífitas e emaranhado de cipó, devido ao tamanho reduzido e ao voo rápido. Habita floresta úmida perenifólia, especialmente terra firme, floresta de transição e floresta de várzea, borda de mata ao redor de clareiras e baixadas amazônicas. No pantanal pode ser encontrada em enclaves florestados. Vive logo abaixo do dossel e no estrato médio da mata mais preservada. Prefere áreas próximas a pequenos cursos de água, provavelmente por serem mais abertas, aumentando a visibilidade e presença de presas potenciais.
América do Sul, da Venezuela à Guiana, Peru e Bolívia. No Brasil, ocorre em todos os estados da região Norte, no Maranhão e em Mato Grosso. Do nível do mar até cerca de 850 m de altitude. Restrita à Amazônia.